O aumento do salário mínimo, que sobe 16,6% neste sábado, passando para R$ 350, não influencia só a vida de quem ganha o piso. A mudança mexe no bolso da maioria dos trabalhadores e também de aposentados e pensionistas do INSS.
Uma das categorias mais beneficiadas é a das empregadas domésticas. Sem data-base, 85% das domésticas, segundo o IBGE, recebem o mínimo. No Rio, porém, o piso das empregadas está em R$ 369, apesar de algumas patroas não respeitarem esse valor. Com o aumento da remuneração, sobe a contribuição para o INSS, já que o menor valor para recolhimento é um salário mínimo.
O novo piso nacional também eleva o teto do seguro-desemprego, de R$ 561 para R$ 654, e o salário-família, pago a quem ganha até R$ 623,44 e tem filhos menores de 14 anos. O complemento será reajustado conforme o aumento dado aos benefícios previdenciários acima de um mínimo.
O reajuste do piso trará ainda reflexos no aumento da faixa de renda para compra do imóvel popular subsidiado pelo Governo federal, com recursos do FGTS, e na contribuição ao INSS dos autônomos. Nesse último caso, o valor mínimo recolhido é de 20% sobre o rendimento – que não pode ser inferior ao piso e, portanto, passará de R$ 60 para R$ 70. O abono do PIS/ Pasep também sobe R$ 50.